Um motorista de aplicativo de 38 anos foi resgatado de um cativeiro em Novo Gama, Goiás, em 4 de novembro de 2026. Segundo a Polícia Civil, ele era mantido refém e sofria agressões.
As investigações apontam que o caso começou após um amigo do motorista comprar drogas e, conforme a apuração, dizer aos envolvidos que a vítima pagaria pela compra. O homem morava em Brasília e estava hospedado na casa desse conhecido.
O motorista foi encontrado sozinho no imóvel usado como cativeiro, com sinais de maus-tratos, e levado a um hospital. A Polícia Civil informou que dois adolescentes foram apreendidos durante a investigação.

O caso é apurado como extorsão mediante sequestro, e três adultos foram identificados como envolvidos. A corporação pediu à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos.
Dívida de drogas levou a motorista a ser mantido em cativeiro
Segundo a Polícia Civil, o motorista de aplicativo resgatado em Goiás passava por problemas de relacionamento e decidiu ficar alguns dias na casa de um amigo, em Novo Gama. A apuração indica que esse conhecido comprou uma quantidade significativa de drogas de um casal no sábado, 31 de outubro.
Conforme as investigações, o amigo afirmou aos traficantes que o motorista pagaria pela compra. O prazo combinado terminou na noite de 1º de novembro, mas a dívida não foi quitada.
Depois do vencimento, o casal foi à residência acompanhado pelo amigo da vítima, que, segundo a polícia, aderiu ao crime. O motorista foi agredido e levado para um cativeiro instalado em outro imóvel, vizinho à casa onde estava hospedado.
Adolescentes foram apreendidos e Polícia Civil pediu prisão de três adultos
A partir de 2 de novembro, os envolvidos telefonaram para a família e obrigaram o refém a gravar vídeos pedindo que os parentes pagassem o resgate. O delegado Leandro Ritt afirmou que a dívida era de R$ 1.400 em drogas, enquanto o valor exigido da família era muito superior; para ele, isso indicava extorsão mediante sequestro.
De acordo com a Polícia Civil, os traficantes também envolveram os filhos na ação. Um adolescente de 15 anos filmava as torturas para enviar os registros aos familiares, enquanto uma menina de 13 anos vigiava o imóvel de uma construção elevada em frente ao local.
A polícia foi acionada em 3 de novembro e localizou a casa usada para manter a vítima. Na entrada tática, os agentes encontraram o homem sozinho, amarrado com cordas e com as mãos arroxeadas por falta de oxigenação; o delegado Leandro Ritt também relatou que ele estava muito debilitado e machucado.
Os três adultos identificados pela investigação são o casal de traficantes e o amigo do motorista. A Polícia Civil informou que pediu à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos, enquanto os dois adolescentes foram apreendidos.


